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Candidatos relatam erros gramaticais, desorganização e fuga ao edital em prova do concurso da Alego

Participantes apontam erros de gramática, problemas com acessibilidade, atraso no início das provas e questionam tema da redação

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Por Tá Rolando no Entorno
Candidatos relatam erros gramaticais, desorganização e fuga ao edital em prova do concurso da Alego
REDAÇÃO
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Candidatos que fizeram a prova do concurso público da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), no último domingo (8), relataram uma série de problemas durante a aplicação do exame em Goiânia. As queixas envolvem desde erros de digitação nas questões e falhas de fiscalização, até dificuldades no atendimento à pessoas com deficiência e possível descumprimento do edital. Os relatos foram feitos à reportagem sob condição de anonimato, por medo de represálias, portanto os nomes usados são fictícios.

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Segundo os candidatos ouvidos, houve confusão já no início da prova. Em algumas salas, o exame começou com atraso de cerca de 10 minutos. A mesma situação foi registrada na sala onde Carla Mendes fez o exame, onde o atraso foi de oito minutos. “Na minha sala, tinha só uma pessoa para entregar as provas. Isso atrasou tudo e aumentou a tensão”, afirmou a candidata ao cargo de analista legislativo.

Outros participantes reclamaram da postura de fiscais durante a aplicação. Ana Ribeiro conta que houve conversa entre candidatos antes e durante a aplicação. “Uma candidata lia as questões em voz alta, dava para ouvir da minha carteira. Eu reclamei, outra pessoa também, mas o fiscal não fez nada”, relatou.

Também houve críticas ao conteúdo do exame. Alguns candidatos apontaram erros de digitação e falhas de formatação. “Tinha questão mandando verificar termos sublinhados, mas não havia nada sublinhado. Além disso, muitos erros de digitação”, disse Lucas Cavalcante. Para ele, as questões pareciam ter sido “feitas com inteligência artificial”, o que comprometeu a clareza das perguntas.

A redação também foi alvo de questionamentos. O tema proposto foi “As vantagens e desvantagens de ser servidor público”. De acordo com Mariana Costa, o assunto não estaria previsto de forma clara no edital. “O tema da redação foge ao que foi previsto no edital. Não é sobre ser fácil ou difícil. É sobre respeitar as regras. Muita gente estudou exatamente o que estava no edital”, afirmou. Ela defende o cancelamento da prova.

Problemas com acessibilidade e inclusão

As reclamações também envolvem candidatos que solicitaram atendimento especial. Um dos relatos aponta falhas no suporte a um candidato autista. “Eu pedi, no ato da inscrição, condições específicas, como estava no edital. Quando cheguei, não tinha nada preparado. Só depois de insistir muito fizeram parte do que foi solicitado, mas a prova já tinha começado para a maioria e eu tive que perder tempo. Foi humilhante e muito estressante”, contou Rafael Santos.

Candidatos canhotos também relataram dificuldades. Segundo eles, cadeiras específicas não estavam nas salas corretas, apesar de estarem identificadas com etiquetas. “Tiveram que sair procurando cadeiras em outras salas. Isso deveria ter sido organizado antes”, disse uma candidata.

Outro ponto levantado foi a coleta de digitais ao final da prova. Em algumas salas, candidatos teriam sido liberados sem o procedimento obrigatório. “Na minha sala, cerca de 15 pessoas foram embora sem colher a digital porque os monitores esqueceram”, relatou Pedro Nogueira. Ao questionarem a situação, os candidatos afirmam que um supervisor respondeu de forma ríspida e chegou a dizer que, se estivessem insatisfeitos, poderiam acionar a Polícia Federal.

pelo Mais Goiás. Não há detalhes sobre a identidade da pessoa ou acerca do local onde ocorreu a situação.

Concurso reuniu mais de 38 mil inscritos

Ao todo, mais de 38 mil pessoas se inscreveram para disputar 101 vagas no quadro efetivo da Assembleia Lesgislativo de Goiás. As provas objetivas e discursivas foram aplicadas em 36 locais de Goiânia, sob organização da Fundação Getulio Vargas (FGV).

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO
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