O senador Wilder Morais, presidente do PL em Goiás, joga no fio da navalha. Admitiu que uma composição com a base do governador Ronaldo Caiado (UB) não está descartada, mas deixou claro que a prioridade é ter candidatura própria ao governo em 2026.
No fundo, é pressão velada — tanto sobre Caiado, quanto sobre o próprio PL nacional. Wilder segura a pré-candidatura como quem guarda uma carta na manga, enquanto corre o estado organizando encontros e fortalecendo seu grupo — em oposição direta ao vereador Vitor Hugo, que defende aliança com o MDB de Daniel Vilela.
No jogo do poder, Wilder se equilibra entre acenos, recuos e demonstrações de uma força que não tem. Se será candidato ao governo? Vai depender menos da vontade dele e mais do que Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto decidirem lá de cima.
