Uma motorista de aplicativo e uma passageira foram parar na delegacia após uma corrida terminar com acusações de agressão e ameaças no último domingo (27/9), no Núcleo Bandeirante (DF). Uma parada antes do fim do trajeto teria causado a confusão entre as mulheres. O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).
Segundo a motorista, a passageira solicitou uma corrida acompanhada da namorada e da avó, em Samambaia com destino ao Parque da Cidade, e no meio do trajeto pediu que o carro fosse parado para a avó desembarcar no Núcleo Bandeirante.
De acordo com a condutora do veículo, a parada não estaria prevista na corrida e, por isso, ela solicitou que a passageira fizesse a inclusão no aplicativo. Teria sido nesse momento que a passageira começou a se alterar e teria feito ameaças. A motorista afirma ainda que foi atingida na nuca, teve o banco puxado e que o veículo foi chutado.
“Comecei a ser agredida pelas costas enquanto dirigia”, relatou a motorista.
Diante da situação, a condutora disse que parou o veículo e as três passageiras desembarcaram. Após a situação, ela relata ter chamado alguns amigos e depois seguido para a delegacia, onde o caso foi registrado como vias de fato, injúria e ameaça.
Já na delegacia, a passageira disse que estava em Samambaia, quando solicitou um carro. Ela confirmou que, durante o trajeto, pediu repetidamente que a motorista parasse para que a avó desembarcasse. Ao ter o pedido negado, solicitou que fossem juntas até uma delegacia. O que não aconteceu.
Ao descer do carro, ela relata que uma outra motorista de app, amiga da condutora do veículo, apareceu e se aproximou dela. Neste momento, ela diz ter dado um tapa na outra motorista e que outros condutores de aplicativo também teriam aparecido no local. Por isso, ela seguiu para a delegacia de polícia.
A passageira publicou parte da confusão nas redes sociais. No vídeo que gravou a motorista (imagem acima), ela aparece gritando: “Para o carro agora ou vamos para a delegacia”.
Depois, já na delegacia, ela escreveu: “É por isso que eu prefiro bater nas pessoas até ficar inconsciente, mas por respeito a minha vó não fiz isso. Juro, eu mato de pancada uma sebosa dessa”.
Em outro, ela afirmou que vários homens estariam na porta da delegacia tentando intimidá-la.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a passageira foi liberada depois que assinou um Termo Circunstanciado. As versões apresentadas pelas envolvidas serão apuradas pela corporação.
Até a publicação dessa matéria, a reportagem não conseguiu localizar a defesa da passageira para um maior esclarecimentos dos fatos.

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