UA Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga uma denúncia de discriminação contra um menino diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA) na academia Unique, no Sudoeste (DF). Segundo a mãe da criança, de 49 anos, o filho, de 6, teria sido impedido de se matricular em aulas de judô e natação pelo fato ser autista.
“Fiquei muito nervosa. Discriminaram meu filho e senti que trataram ele como se fosse um ET, um leproso que pudesse passar uma doença altamente contagiosa para outras crianças“, indignou-se a mulher, que não terá seu nome identificado para preservação da identidade da criança.
A Unique negou qualquer ato preconceituoso e destacou que a criança não foi aceita nas atividades coletivas por uma questão de segurança (leia explicação mais abaixo).Segundo ela, a família foi bem acolhida até revelar o diagnóstico do menino. A partir de então, a criança supostamente passou a ser alvo de discriminação, inclusive por parte de um coordenador do contraturno.
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O garoto nasceu com diagnóstico de TEA nível de suporte 3, não verbal, com sensibilidade extrema e muito dificuldade para dormir, mas com terapias e socialização, o quadro dele evoliu para nível de suporte 2, com tendência para chegar ao 1.U
Com os estimulos, o menino começou a falar ao 3 anos. “Hoje, ele é verbal e estuda em um colégio particular e não precisa de auxílio”. Por essa razão, ela acredita que o filho tem condições de fazer aulas coletivas
” Se uma uma das maiores academias de Brasília bloqueia o acesso a um autista, imagina as menores. Querem que os autistas voltem para o século passado? Quando ficavam em hospitais psiquiátricos amarrados, levando choque com o diagnóstico errado de esquizofrenia? Há muito desinformação ainda”, comentou.
O que diz a Unique
O Metrópoles entrou em contato com a Unique que se manifestou por meio de nota e negou que o menino tenha sido tratado de forma discriminatória. Leia abaixo:

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