Durante a solenidade de inauguração do contorno viário de Pires do Rio, nessa quarta-feira (09), na GO-330, próximo ao entroncamento com a GO-020, um clima de tensão se instaurou. O evento, que deveria celebrar a conclusão de uma importante obra de infraestrutura, transformou-se em um campo de denúncias sem provas do prefeito da cidade e o confronto do governador Ronaldo Caiado (UB).
O prefeito de Pires do Rio, Hugo do Laticínio (Podemos), surpreendeu os presentes ao denunciar um suposto superfaturamento no projeto recém-concluído. A acusação foi direta, gerando uma imediata reação de Caiado, que também estava presente na ocasião.
Caiado, em uma postura firme, desafiou o prefeito a apresentar provas concretas das acusações.
"Aí alguma coisa é errada, eu gostaria que o meu delegado tomasse seu depoimento em relação ao que está errado, que você formule em prova e que eu saberei punir," disse o governador, reafirmando seu compromisso com a lisura e transparência nas obras públicas do estado.
A situação se intensificou quando o prefeito Hugo levantou-se de sua cadeira, interpelando o governador. Em resposta, Caiado manteve sua posição, pedindo que Hugo retomasse seu lugar e assegurando que ele tinha a palavra àquela altura:
"Por favor, senta lá, aqui agora, quem está falando sou eu, tá bom? Senta lá, tá bom? Quem está falando aqui é o governador do estado, tá bom? Quem está falando sou eu, tá bom, o senhor mantém assim a sua posição."
O confronto verbal se desenrolou em público, com Caiado reforçando que qualquer alegação deverá ser acompanhada de documentação e evidências robustas.

"O senhor leve então os documentos, tá certo, leve a denúncia consolidada, tá certo e aí, sim, o senhor tem um promotor também de justiça aqui, o senhor tem um delegado que está aqui e vai colher seu depoimento," exigiu Caiado.
A solenidade se transformou em um palco de cobranças e advertências, com o governador insistindo que o prefeito deve ser responsável por suas declarações. Ele ainda destacou que não são aceitáveis acusações infundadas que possam manchar a reputação de servidores e empresários envolvidos no projeto.
“O senhor leve então os documentos, tá certo, leve a denúncia consolidada, tá certo e aí, sim, o senhor tem um promotor também de justiça aqui, o senhor tem um delegado que está aqui e vai colher seu depoimento, e qualquer dúvida que tenha, o senhor pode saber que saberei punir. Agora, também não é atacar a honra de uma estrutura, de um secretário meu que está aqui presente, de um empresário que está aqui na cidade, para colocar em dúvida o comportamento moral por tese de achismo. A gente tem que ter responsabilidade no que a gente fala. E se fala, a gente tem que ser homem o suficiente para provar, tá bom? Então acredito que o senhor deva ter aqui um estudo para poder falar tudo isso aqui o que o senhor está dizendo. Então o senhor prova e não seja apenas um falastrão de uma coisa que o senhor não possa comprovar aquilo que o senhor disse aqui, tá bem?”, concluiu Caiado.

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