Os seis candidatos ao governo do Distrito Federal confirmados protagonizaram, neste domingo (9/8), o primeiro debate da corrida eleitoral de 2026. O confronto, promovido pela TV Band no Sesc Ceilândia reuniu por quase duas horas a governadora Celina Leão (PP), o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), o ex-interventor federal Ricardo Cappelli (PSB), o ex-deputado distrital Leandro Grass (PT), a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) e o ex-presidente da OAB-DF Kiko Caputo (Novo).
Dividido em blocos de pergunta única, confronto direto e perguntas de eleitores, o encontro teve a crise do BRB e as operações relacionadas ao Banco Master como pano de fundo, mas também colocou em xeque temas como educação, saúde, segurança pública e mobilidade urbana.
Celina afirmou que, como vice, não tinha poder para alterar decisões tomadas pelo então governador Ibansi Rocha (MDB). Ela também disse que assumiu a responsabilidade de tentar preservar o banco e criticou os adversários por, segundo ela, fazerem críticas que poderiam prejudicar a instituição.
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Kiko Caputo resumiu sua posição de forma direta: “Temos que resgatar o BRB que foi quebrado por essa gestão” e defendeu que “o remédio para o BRB é transparência”, classificando o governo atual como “inimigo da transparência” enquanto o real tamanho do rombo não for esclarecido.
Paula Belmonte concentrou as críticas na atuação de Celina como vice-governadora durante a aquisição do Master. Ela questionou por que a então vice não teria orientado os deputados de seu partido a votar contra a compra do banco pelo BRB.
Arruda cobrou explicações sobre a situação do banco e disse temer que o custo da crise recaia sobre áreas sensíveis do orçamento.
O desempenho do DF no Indice de Desenvolvimento (Ideb) do Ensino Médio, apontado pelos adversários como um dos piores do país, foi outro ponto de atrito.
Grass foi um dos mais duros nas críticas. O candidato defendeu investimentos em salários dos professores, infraestrutura e ampliação da educação em tempo integral.
Arruda recorreu à memória de Anísio Teixeira, criador do modelo educacional da capital, para cobrar que a rede pública volte a ser referência, e disse que a educação de Brasília vive “o pior momento da sua história”.
Cappelli chegou a propor debates diários e criticou a candidatura de Celina, que é apoiada pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Celina rebateu os adversários com a metáfora que se tornaria a frase de efeito da noite: a governadora descreveu-se como alvo de uma “caça à leoa”. “Mas na selva quem caça é a leoa”, completou em seguida. A governadora também prometeu um par de botas para a candidata Paula Belmonte, para que a adversária “ande por Brasília.”
Alvo preferencial dos cinco adversários, a governadora Celina Leão (PP) afirmou ter enfrentando todos os outros candidatos sozinha.
“No debate eram todos contra mim, né? E muita gente falou que eu não deveria vir. Eu acho que eu demonstrei que eu tenho capacidade de realmente de administrar o Distrito Federal”, disse.

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