Pelo menos três pessoas procuraram a 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro) nesta terça-feira (12/8) para denunciar um suposto golpe durante um processo de vistoria veicular.
Quando procuraram o laudo da vistoria, alguns dias depois, perceberam que o documento não constava no sistema do Departamento de Trânsito (Detran-DF).
Desculpas
Uma das pessoas que registrou o boletim de ocorrência foi Giselle de Oliveira. ela comentou que procurou a empresa no dia 28 de julho.
Segundo Giselle, ela foi atendida por Rafael, que teria se apresentado como dono da empresa. “Fiz a vistoria e ele disse que enviaria o laudo para o meu telefone no mesmo dia”, afirmou.
Giselle disse que, com o passar dos dias, no entanto, Rafael passou a dar desculpas para a demora na emissão do documento. “Quando procurei a empresa hoje (terça-feira), soube que ele tinha sido demitido e vi que mais pessoas foram enganadas. Por isso, decidimos abrir o boletim de ocorrência”, ressaltou.
“O Rafael sempre agiu com transparência e total profissionalismo e nunca houve qualquer denúncia ou irregularidade contra ele, que está à disposição para que tudo seja resolvido da melhor maneira possível”, ressaltou Beatriz.
Prejuízo
A reportagem procurou a dona da empresa Protege Vistoria Automotiva. Mireia Suzi disse que está na mesma situação. “Fomos prejudicados por um funcionário que trabalhava de forma incorreta”, lamentou.
Ainda de acordo com a dona da empresa, Rafael da Silva foi demitido por justa causa, na semana passada. “Antes de tudo isso acontecer, ele estava me pressionando por conta de alguns (valores) atrasados. Acredito que, por isso, ele tenha começado a agir desta forma”, avaliou Mireia.
Em nota, o Detran-DF informou que a empresa é credenciada junto à autarquia para a prestação de serviços de vistoria veicular, porém responde administrativa e legalmente por seus atos e por eventuais condutas de seus funcionários.
“O Detran-DF reforça que, ao tomar conhecimento de fatos que possam configurar irregularidade na prestação de serviços credenciados, adota as medidas cabíveis no âmbito administrativo, sem prejuízo das ações das autoridades competentes”, afirmou a nota.
A advogada Beatriz Sipriano, que representa Rafael da Silva no caso, disse à reportagem que, por questões interpessoais de Mireia com seu cliente, a situação ganhou uma proporção fora do âmbito profissional.
Sobre o laudo da cliente Gisele, Beatriz afirmou que o documento foi feito por Rafael. “Porém, no dia que foi feito o laudo, o sistema do Detran-DF se encontrava com instabilidade”, afirmou.
Por isso, de acordo com a advogada, Rafael não conseguiu terminar o processo. “Após ele ser desligado da empresa, o documento deveria ser lançado no sistema pela Mireia, porém não houve o lançamento por ‘birra’ da mesma”, relatou.

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