O projeto que propõe conceder título de cidadão goiano a Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência Social e presidente nacional do PDT, provocou troca de acusações entre Amauri Ribeiro (UB) e Mauro Rubem (PT) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta terça-feira (9).
Durante a análise da proposta, Amauri Ribeiro se posicionou de forma contra a homenagem. O deputado citou o escândalo do INSS, alvo de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso, e responsabilizou a gestão de Lupi pelo suposto desvio de recursos da Previdência. Para ele, a concessão do título mancharia a imagem da Assembleia Legislativa de Goiás:
"Título de cidadão goiano a um cidadão que, durante sua gestão no INSS, foi comprovado que desviou mais de R$ 90 bilhões dos aposentados é uma vergonha para esta Casa", afirmou.
Mauro Rubem reagiu , defendendo o ex-ministro e acusando Amauri de tentar distorcer os fatos. Segundo o petista, o rombo no INSS ocorreu durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e só foi desmantelado no atual governo. Ele destacou que Lula teria sido o responsável por “acabar com a farra” no órgão:
"Atacar o governo do presidente Lula, que acabou com a farra do INSS, é desonestidade. Quem desmontou esse esquema foi Luiz Inácio Lula da Silva, que recebeu o problema da gestão anterior e encerrou tudo no seu governo", declarou o parlamentar.
Com o embate, a sessão ganhou tons de confronto político entre governo e oposição. A proposta ainda precisa passar por avaliação da comissão antes de ser levada ao plenário da Alego.

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