
O serviço de inteligência da instituição identificou um plano articulado por facções criminosas que pretendiam deflagrar uma rebelião em larga escala nos dois maiores presídios do estado: a CPP e a POG. O objetivo do grupo era sangrento e estratégico. Os criminosos planejavam o assassinato de um detento rival dentro das unidades e, aproveitando o momento de instabilidade, pretendiam render policiais penais de plantão para usá-los como reféns. A intenção era forçar uma negociação midiática e desestabilizar o controle do sistema prisional goiano durante o feriado de Tiradentes.
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Assim que a inteligência confirmou o risco iminente, a direção-geral da Polícia Penal acionou o plano de intervenção. Com 350 agentes, incluindo grupos de elite como o GOPE, GTAE e GITs, a operação ocorreu de forma cirúrgica e simultânea. A movimentação rápida de 4.300 presos foi o “xeque-mate” que impediu que os detentos conseguissem se organizar para o ataque.
Apesar da tensão, a operação foi concluída com sucesso e sem baixas. “Nenhum ilícito ou material não permitido foi encontrado”, aponta a nota oficial, confirmando que a intervenção foi preventiva e eficaz. O Comando da Polícia Penal ressaltou que a ação enviou a mensagem de que o Estado não negocia com o crime organizado e que qualquer tentativa de sublevação da ordem terá uma resposta imediata e técnica.

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