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14 DE ABRIL
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Goiás

Base de Daniel Vilela entra em nova fase e se movimenta por escolha do vice

Critério central será densidade eleitoral, destacou o governador

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Base de Daniel Vilela entra em nova fase e se movimenta por escolha do vice
REDAÇÃO
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Com o encerramento da janela partidária e a consolidação das filiações para as eleições de 2026, a base governista em Goiás entra em uma nova fase de articulação política. Superada a etapa de reorganização dos partidos, o foco agora se volta à construção da chapa majoritária, especialmente à definição do nome que irá compor como vice na possível candidatura do governador Daniel Vilela.

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O movimento marca uma mudança no ritmo das negociações. Se antes o esforço estava concentrado na acomodação partidária, agora as conversas passam a se intensificar em torno da composição eleitoral, em um processo que envolve diálogo entre lideranças, partidos e diferentes setores da base.

Nos bastidores, a escolha do vice começa a ocupar espaço mais evidente nas articulações políticas. Lideranças da base admitem que o tema tende a avançar nos próximos meses, à medida que o calendário eleitoral impõe maior objetividade às definições.

Nomes

Entre os nomes colocados no debate estão o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha, além de lideranças ligadas ao PSD, como o ex-senador Luiz Carlos do Carmo, o presidente da Faeg, José Mário Schreiner, o ex-secretário Adriano da Rocha Lima. A presença de diferentes perfis reflete a busca por uma composição que contemple equilíbrio político e capacidade de agregação.

Apesar disso, o cenário ainda é tratado com cautela. Interlocutores destacam que não há definição consolidada e que o processo segue aberto, condicionado às negociações entre os partidos da base.

Dentro desse contexto, o PSD, partido do ex-governador Ronaldo Caiado, surge como uma das siglas centrais nas discussões sobre a composição da chapa. A possibilidade de o partido ocupar a vaga de vice é considerada nas articulações, sobretudo pelo peso político da legenda e pela sua presença na base aliada.

Ao mesmo tempo, movimentações recentes — como mudanças partidárias e reposicionamentos de lideranças — indicam que o desenho final ainda depende de ajustes e acordos mais amplos.

Mendanha, também mantém articulação ativa em torno da composição da chapa e associa sua eventual escolha à estratégia de fortalecimento partidário.

“Eu vou assumir a federação (PRD/Solidariedade) e o partido conta com oito candidatos a deputado. Eu vou lutar pela vice também, claro, para consolidar essa chapa para que possamos fazer de cinco a seis deputados estaduais e dois federais”, diz Mendanha.

A movimentação do ex-prefeito de Aparecida ocorre em paralelo ao processo de reorganização das siglas, com foco na ampliação da presença política da federação no Estado. Segundo ele, o objetivo é estruturar o grupo para além da disputa majoritária.

O secretário Adriano da Rocha Lima também é citado nas articulações para a composição da chapa, em um movimento que leva em conta sua proximidade com o governador Ronaldo Caiado (PSD) e a atuação direta no núcleo da gestão estadual.

Com trajetória mais associada à área administrativa, Adriano é visto como um nome de perfil técnico, mas com trânsito interno e confiança política dentro do governo. Nos bastidores, sua presença no debate é relacionada à possibilidade de agregar consistência à chapa a partir da estrutura já consolidada da atual gestão.

Outro nome citado nos bastidores é o do deputado estadual Bruno Peixoto. À frente da presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), ele é considerado um dos políticos mais populares do Estado, característica que pode agregar força e capilaridade à campanha de Daniel.

Afunilamento

Apesar da recorrência de alguns nomes nas discussões, lideranças da base evitam tratar o momento como de definição. A leitura predominante é de que o processo passa por um afunilamento natural, mas ainda sem consolidação.

A tendência é que as negociações avancem de forma gradual, à medida que os partidos ajustam interesses e avaliam cenários. O próprio governador tem sinalizado cautela ao tratar do tema, indicando que a escolha será construída com base em critérios políticos e eleitorais.

Avaliação

Ao tratar do tema, o governador Daniel Vilela indicou qual deve ser o principal parâmetro para a escolha. Segundo ele, o critério central será a densidade eleitoral do nome escolhido.

A avaliação é de que o candidato a vice precisa cumprir um papel estratégico na composição, sendo capaz de ampliar a base de apoio e contribuir diretamente para o desempenho da chapa nas urnas. A lógica, segundo o próprio governador, é que o vice seja um ativo eleitoral com capacidade de “ganhar a eleição”.

A sinalização reforça que a definição não deve se dar apenas por critérios partidários, mas também pelo potencial de agregação política e eleitoral.

O tema também foi abordado por Daniel Vilela durante agenda em Rio Verde, onde participou da Tecnoshow Comigo, um dos principais eventos do agronegócio no Estado.

Questionado sobre a composição da chapa, o governador reforçou que as articulações estão em andamento e indicou que, com o fim do período de filiações, a tendência é de avanço nas discussões.

 

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO
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