
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta forte resistência entre os eleitores de Goiânia. Segundo levantamento do Instituto Gazeta de Pesquisas (IGAPE), 65,5% dos entrevistados afirmam não aprovar o trabalho do governo federal, enquanto apenas 27,7% demonstram aprovação. Outros 6,8% não souberam ou preferiram não opinar.
A pesquisa revela um quadro de rejeição expressiva e reforça a tendência de distanciamento entre o governo federal e o eleitorado do Centro-Oeste. Analistas atribuem o resultado à percepção de estagnação econômica, ao desgaste político em Brasília e à falta de sintonia do Palácio do Planalto com as pautas regionais.
O cenário de insatisfação em Goiânia acompanha o comportamento observado em outras capitais da região, onde a população demonstra maior confiança nas gestões locais e postura mais crítica em relação ao governo federal.
Rejeição eleitoral e contraste com Caiado
O levantamento do IGAPE também investigou em quem os goianienses não votariam “de jeito nenhum” para presidente. Lula lidera o índice de rejeição, com 33,1%, seguido por Eduardo Bolsonaro (PL), com 14,4%. Em contraste, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) aparece com apenas 1,7% de rejeição — o menor percentual entre os nomes testados.
A baixa rejeição a Caiado reforça sua imagem de figura técnica e confiável, avaliada positivamente por manter diálogo amplo e foco em resultados concretos. O desempenho do governador contrasta com o ambiente de polarização política que ainda marca o debate nacional.
Pragmatismo do eleitor goianiense
Os dados do IGAPE sugerem que o eleitor da capital goiana valoriza administrações que entregam resultados visíveis. Enquanto Caiado e o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) mantêm índices de aprovação elevados por ações práticas e de impacto local, o governo Lula é visto como distante da realidade cotidiana.
A pesquisa indica um eleitorado mais pragmático e menos ideológico, que recompensa gestões de eficiência comprovada e penaliza administrações que não produzem efeitos concretos na vida da população.

Comentários: