A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da 15ª Delegacia de Polícia, deflagrou na tarde desta segunda-feira (28/07) nova fase da Operação Mau Negócio, com o objetivo de reprimir a comercialização de produtos de origem criminosa no Shopping Popular de Ceilândia.
A ação contou com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão em bancas comerciais — Galego Cell, Xerife Imports e Irmãos Celular — e dois mandados de busca domiciliar, sendo um na Estrutural e outro no Setor Habitacional Sol Nascente.
Na banca Xerife Imports, foram apreendidos três celulares com registro de furto. Também foram apreendidos 55 aparelhos iPhone expostos no mostruário, cuja origem lícita não foi comprovada. A ausência de documentação fiscal ou comprovação de compra legítima indica a possibilidade de que esses aparelhos sejam produtos de crime, como furto, roubo ou estelionato.

Também foram encontrados aparelhos celulares importados ainda lacrados em caixas originais, além de diversos perfumes e eletrônicos importados sem comprovação de regularização.
Na banca Irmãos Celular, nada de ilícito foi identificado.
Durante a investigação, apurou-se que alguns celulares que foram furtados em grandes eventos realizados no plano piloto estavam sendo comercializados no Shopping Popular. Por tal motivo suspeita-de que alguns dos celulares apreendidos que não tiveram a origem lícita comprovada possam ser produtos de furtos cometidos em grandes eventos realizados neste fim de semana, entre os quais o Na Praia Festival e o Capital Moto Week.
Nas buscas residenciais, foram localizados aparelhos suspeitos e máquinas de cartão na residência da Estrutural, e um dispositivo de choque elétrico (teaser) no Sol Nascente. Tais bens também foram apreendidos
A operação resultou em três prisões em flagrante, Dois funcionários da Xerife Imports foram autuados pelos crimes de associação criminosa (1 a 3 anos de prisão ), receptação qualificada (3 a 8 anos de prisão) e descaminho (1 a 4 anos de prisão );
O responsável pela Galego Cell, autuado por receptação qualificada. O proprietário da loja Xerife Imports, embora não tenha sido localizado, foi formalmente indiciado pelos mesmos crimes praticados por seus funcionários. Todos os presos foram encaminhados à carceragem da Polícia Civil, onde permanecerão à disposição da Justiça.
