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Domingo, 16 de Agosto 2026
Policial

Polícia Civil de Goiás deflagra operação contra venda ilegal de vagas no sistema de saúde

São cumpridos mandados em Goiânia e em várias cidades do interior

Tá Rolando no Entorno
Por Tá Rolando no Entorno
Polícia Civil de Goiás deflagra operação contra venda ilegal de vagas no sistema de saúde
REDAÇÃO
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Policiais da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) deflagraram, nesta terça-feira (7/4), a operação “Mercancia Torpe”, que apura crimes contra a administração pública, especialmente o de inserção fraudulenta de pacientes no sistema de saúde. São investigadas as vendas de vagas na fila da regulação médica estadual e municipal, com a participação de agentes públicos dos órgãos de saúde da capital e de oito municípios do interior do Estado.

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São cumpridos, segundo a Polícia Civil, 52 mandados judiciais, sendo 17 de busca e apreensão, seis de prisão temporária, cinco afastamentos das funções públicas e 24 quebras de sigilos bancário e fiscal. Os mandados são cumpridos em Goiânia, Goianira, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Corumbá de Goiás, Catalão, Cromínia, Cristianópolis, São Luiz do Norte e Maripotaba.

A investigação também é um desdobramento da “Operação Hipócrates”, deflagrada pela Deccor em fevereiro de 2023, que resultou na prisão dos operadores do esquema criminoso, assim como no afastamento de agentes públicos. Esta nova etapa da investigação tem como alvos outros agentes públicos de diversos municípios goianos envolvidos no esquema criminoso e responsáveis pelas fraudes nos sistemas de regulação médica SERVIR e SISREG, sendo 24 ao todo. Segundo a polícia, evidenciou-se que havia um verdadeiro comércio de vagas no sistema de saúde para a realização de procedimentos cirúrgicos, exames e consultas médicas, os quais deveriam ser de acesso gratuito e universal.

As condutas investigadas sobrecarregavam o sistema, pois priorizavam os registros de pacientes que pagavam pela inserção, enquanto os demais eram obrigados a aguardar na fila. Para além da inserção fraudulenta de pacientes, a depender da quantia paga aos operadores do esquema, havia também a modificação da prioridade na fila de atendimento.

Os investigados responderão pelos crimes de falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informação, corrupção passiva, corrupção ativa e associação criminosa.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO
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