Sem citar especificamente nomes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mandou uma indireta ao governador Ronaldo Caiado (União Brasil), e aos governadores Tarcísio de Freitas (SP) e Romeu Zema (MG) para que usem suas influências com a família Bolsonaro e ajudem a barrar articulações em favor do tarifaço promovido pelo governo Donald Trump contra produtos brasileiros. Veja no final da reportagem
A declaração ocorreu durante entrevista à Rádio Itatiaia na quinta-feira (24). Segundo ele, estes governadores, que historicamente apoiaram Jair Bolsonaro e já demonstraram simpatia por Trump, têm responsabilidade de agir agora em defesa do Brasil.

"Vários governadores no Brasil têm vínculos com a extrema-direita, celebraram a eleição do Trump, botaram o boné do Trump. Está tudo bem, cada um faz o que quer, isso é democracia. Mas essas pessoas devem se mobilizar junto ao Bolsonaro para que o Paulo Figueiredo, o Eduardo Bolsonaro, parem de militar contra o Brasil", afirmou o ministro.
"Se esses governadores buscarem interlocução e sensibilizarem esses personagens para desimpedir as negociações, tudo isso aí acaba muito rapidamente", completou Haddad.
Governo prepara plano de contingência
Enquanto busca apoio político, o governo federal, segundo Haddad, já finalizou um plano de contingência para minimizar os efeitos do tarifaço, que inclui linhas de crédito e outras medidas emergenciais. A proposta será apresentada ao presidente Lula na próxima segunda-feira (28).
Haddad não entrou em detalhes sobre quais produtos estão na mira das novas tarifas dos EUA, mas alertou para os riscos à competitividade da produção nacional.

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